Quem está no Simples Nacional costuma achar que a Reforma não o atinge. Em parte é verdade — mas há um ponto que pode pegar o pequeno empresário desprevenido, especialmente quem vende para outras empresas.
No curto prazo, pouca mudança na rotina
O recolhimento no Simples continua unificado no DAS, e a transição entra no regime de forma gradual. Na prática do dia a dia, a mudança imediata é pequena.
O ponto que exige atenção: o crédito
Com a não-cumulatividade plena, empresas maiores passam a valorizar fornecedores que geram crédito. Um negócio do Simples que vende para outras empresas pode se tornar menos competitivo nessa comparação.
Para alguns negócios, pode fazer sentido avaliar um regime que gere crédito ao cliente — ou ajustar o posicionamento. É uma conta que precisa ser feita caso a caso, com números.
O que avaliar agora
- Qual porcentagem do seu faturamento vem de vendas para outras empresas (B2B).
- Se seus clientes vão passar a exigir crédito.
- Se o Simples continua sendo o regime mais vantajoso no novo cenário.
Para o pequeno empresário, a Reforma é menos sobre pânico e mais sobre fazer a conta antes do concorrente.